domingo, 7 de outubro de 2012

Templos e Fortalezas de Jaipur

Após passar a tarde de sábado conhecendo a cidade de Jaipur, no domingo cedo seguimos para os templos e fortalezas de antigos rei, rainhas e marajás. Fechamos um full day tour (passeio de um dia inteiro) com apenas um dia de antecedência, através do Rajasthan Tourism Office. Pagamos a bagatela de INR 300 rupees (US$ 6 dólares) diretamente pelo site, sendo que não inclui as entradas. www.rtdc.in

Primeiro visitamos o Shri Lakshmi Narayan Temple, também conhecido como Birla Temple. Foi construído em 1988, inteiramente em mármore branco, por dentro e por fora e dedicado às divindades Vishnu (Deus responsável pela preservação do universo) e Lakshmi (Deusa da prosperidade, abundância e beleza). Infelizmente é proibido fotografá-lo por dentro, onde há belas esculturas de divindades esculpidas diretamente nas paredes.  

Este templo pode ser visitado todos os dias, das 08 às 12 e das 16 às 20h e não cobram a entrada. Em grande parte dos templos, é proibido entrar de sapato, mas sempre há uma chapelaria onde é possível deixá-los em segurança, pagando apenas INR 1 ou 2 rupees. 

Shri Lakshmi Narayan Temple / Birla Temple
Em seguida, visitamos o City Palace (Palácio da Cidade), antiga residência de renomados marajás de Jaipur, construído em 1729. Na verdade, trata-se de um complexo, com vários prédios, sendo que um deles se tornou um museu, onde é possível ver as roupas da época, armas, pinturas, mobílias e outros artigos dos marajás que um dia lá moraram.
 
A entrada custa INR 300 rupees (aproximadamente US$ 6 dólares) e abre diariamente, das 09h30 às 17h, com exceção de feriados. Também é proibido fotografar internamente, em especial as roupas e artigos da realeza.

Entrada principal - City Palace

Um dos prédios internos do City Palace

 Museu - City Palace
Após visitarmos o City Palace, seguimos para um museu construído em 1728, ao ar livre e bem inusitado. Jantar Mantar  é o maior observatório do mundo, com uma coleção de instrumentos astronômicos gigantes que servem para medir o tempo, prever eclipses, localizar constelações, havendo até mesmo instrumentos para descrever os horóscopos. A entrada custa INR 100 rupees (US$ 2 dólares) e abre diariamente, das 09 às 16h30.

Jai Prakash Yantra, instrumento para fazer mapas celestes
Rashhivalaya Yantra, para descrever horóscopos
Narivalaya Yantra, relógio de sol
Além de templos, Jaipur também possui grandes fortalezas. O primeiro forte que visitamos se chama Nahargarh Fort ou popularmente conhecido como Tiger Fort, uma vez que Nahargarh significa “morada dos tigres”.

Tiger Fort foi construído em 1734, no topo de uma montanha chamada Aravali. Atualmente, o mesmo se encontra em ruínas, mas junto com outros fortes serviu como defesa para a cidade. No entanto, nunca foram atacados.

Nahargarh Fort ou traduzindo, Tiger Fort
Dentro da fortaleza, o palácio conta com 12 quartos, que hospedavam as diferentes esposas do rei daquela época. Todos os cômodos são decorados com belos ornamentos e pinturas indianas, e as suítes são interligadas por diversos corredores, pelos quais o rei poderia visitar diferentes rainhas sem que suas outras esposas percebessem.

Pátio do Palácio de Nahargarh

Uma das portas do pátio, que dá acesso ao palácio
Nahargarh Fort é um local histórico, cheio de glórias e riquezas e que realmente vale a pena ser visitado! Abre diariamente, das 10 às 17h30 e a entrada custa INR 30 rupees, que não chega nem a US$ 1 dólar.

Do forte se tem uma bela vista da cidade de Jaipur, em especial do Jal Mahal Palace, que significa Palácio das Águas, por ser localizado bem no meio do Mansagar Lake. Trata-se de um lago artificial, construído no século 16, a pedido de um marajá, devido às crises de seca que assolavam a região. O palácio foi construído em seguida, porém, por ser acessível somente de barco, o mesmo era visitado raramente e acabou sendo abandonado.

Jal Mahal (Palácio das Águas), localizado no meio do Mansagar Lake
A segunda fortaleza que visitamos se chama Jaigarh Fort, construída em 1726. Rodeada por muralhas e torres, possui também o maior canhão do mundo, o qual nunca foi usado e serviu apenas como um “brinquedo” para a realeza da éposa. Para fotografar o canhão, é necessário pagar, no entanto, não tive interesse.

Trata-se de um local extremamente militar, sem a beleza e detalhes do forte descrito anteriormente. A entrada custa INR 50 ruppes (US$ 1 dólar) e abre diariamente, das 09 às 16h. 
Um dos pátios do Nagarh Fort
Jaigarh Fort, cercado por muralhas e torres
Por último, visitamos a mais famosa das fortalezas e que um dia foi também um palácio real. Amber Palace levou 25 anos para ser construído, sendo finalizado em 1008, antes mesmo da construção da cidade de Jaipur.

Pátio do Amber Palace
O palácio é simplesmente deslumbrante, cheio de pequenos detalhes e pinturas feitos à mão. Há diversos pátios, cômodos e até mesmo jardins muito similares aos jardins europeus.

Entrada principal - Amber Palace

Detalhes mais de perto das belíssimas pinturas feitas à mão
Jardim de um dos pátios do palácio e atrás, Salão de Danças
Detalhes do teto do Salão de Danças, feitos à mão
Como todas as fortalezas, também foi construído no topo de uma montanha, que tem vista para o Maota Lake e onde a “horta” da realeza era estrategicamente cultivada.

Vista para a cidade de Jaipur e Maota Lake
Horta onde legumes e vegetais eram cultivados, no meio do Maota Lake
A entrada custa INR 50 rupees (US$ 1 dólar) e abre diariamente das 09 às 16h30. Lá também é possível fazer um passeio de elefante, os quais levarão os turistas somente aos arredores do palácio. Custa INR 550 rupees (US$ 10 dólares), no entanto, ouvi comentários de que esses bichanos são extremamente maltratados. Como já fiz um tour parecido na Tailândia e me arrependi, preferi não “colaborar” com os maltratos dessa vez.

Amber Palace iluminado ao anoitecer



sábado, 6 de outubro de 2012

Jaipur, a Cidade Rosa

No nosso primeiro final de semana em Delhi, eu e minha irmã fizemos as malas e viajamos para Jaipur, capital do estado do Rajastão, também conhecida como Pink City. Em 1876 a cidade foi praticamente toda pintada de rosa para receber a Família Real da Inglaterra daquela época. Porém, o que eles chamam de rosa, está mais para terracota e desde então grande parte da cidade é pintada da mesma cor, atraindo milhares de turistas.

Um dentre vários portais de Jaipur
De Faridabad, bairro onde estamos morando em Delhi, até Jaipur, levamos aproximadamente 06 horas. Pegamos o primeiro ônibus, que sai às 06h30 da manhã. A viagem foi tipicamente indiana, em um ônibus comum, não em ônibus de viagens com bancos reclináveis a que estamos acostumadas.

Ficamos em um hotel super simpático, limpo e confortável, chamado Sarang Palace, com preço acessível (INR 1,600.00 rupees ou aproximadamente US$ 32 dólares a diária) e serviço impecável. www.hotelsarangpalace.com

Chegamos no sábado à tarde e decidimos visitar todos os templos e fortalezas no domingo, em um full day tour (tour de um dia inteiro). Portanto, no sábado à tarde fomos às compras, no famoso market de Jaipur, localizada na M I Road. Na verdade, trata-se de uma avenida principal, cheia de lojas com artigos indianos, pratarias, saris, entre outras roupas e sapatos, estátuas, etc. Uma verdadeira tentação, pois tudo é BBB – bom, bonito e barato! Só observando que muitas lojas não abrem as domingos.


A cidade é uma verdadeira loucura e bem como em Delhi e qualquer parte da Índia, o barulho das buzinas é insuportável! Ao contrário do Quênia, onde havia muitos burros de carga nas ruas, em Jaipur há muitos camelos. Em alguns pontos da cidade, é possível ver mictórios em plena calçada. Os indianos mijam em qualquer lugar e não fazem a mínima questão de esconder "aquilo". Ninguém merece! 

Camelos são animais de cargas comuns nas ruas de Jaipur
À noite jantamos com outras duas voluntárias em um restaurante contemporâneo, chamado Forresta Restaurant, em um local aberto e completamente arborizado, onde pudemos respirar um pouco de ar puro e fugir da loucura da cidade e do barulho intenso das buzinas. O restaurante é lindo, no entanto, a comida foi um pouco desapontante. Quando li strogonoff de frango, fiz o pedido ao garçom com a maior das expectativas. Mas claro que na Índia não poderia faltar legumes nos pratos, portanto, meu strogonoff veio com molho branco e pedaços de pimentão.

Forresta Restaurant (http://www.devrajniwas.com)


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Clima - Índia

Bem como no Brasil, o clima na Índia varia bastante dependendo da região. Porém, os indianos não têm as quatro estações do ano, e sim basicamente três temporadas:
 
- No inverno, de Dezembro a Fevereiro, o frio pode ser bem rigoroso, podendo atingir abaixo de zero graus. Especialmente ao norte, em Delhi e arredores.
 
- No verão, de Março a Abril, o clima se torna insuportavelmente quente, podendo atingir até 45 graus.
 
- E por fim, de Junho a Setembro, há chuvas torrenciais em todo o país, conhecida como época das monções.
 
No momento está fazendo muito calor por aqui, chegando a atingir 36 graus ou mais. Fora de New Delhi, os bairros são bem mais humildes e muitas vezes mal há asfalto. Mesmo onde estou morando, um bairro de classe média, há ruas de terra. Portanto, há muita poeira o que torna o clima mais pesado ainda! Compro garrafas d'água a todo momento e se não bebo rapidamente, ficam literalmente mornas! Na primeira semana me senti muito cansada, fraca e sonolenta. Era exaustivo andar nas ruas, mas agora já me acostumei!


 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Língua oficial - Índia

Hindi é a língua oficial da Índia e também a mais antiga do mundo. Além disso, há aproximadamente 16 outras línguas, entre elas, o famoso Sânscrito, e 200 dialetos. Inglês também desempenha um papel importante no país, bem como em qualquer parte do mundo. 40% da população fala inglês.

Alguns cumprimentos em hindi:
Oi – Namaste, que também pode ser usado ao dar tchau e demonstra grande respeito pelo próximo.

Não costumam dizer bom dia, boa tarde ou boa noite. Se despedem dizendo Phir Milengey (lê-se “fir milengue”), que significa “Até mais/nos vemos em breve”.

Obrigada – Dhanyabad (lê-se “daniabád”) ou Sukriya

De nada – Swagat (lê-se “suagát”)

Desculpe – Maaf karnaa

Sim – Haa (“rá”)

Não – Nahi (“narrí”)

Qual o seu nome? Aapka naam khya hai? (lê-se “ápika nam kía rê”)

Meu nome é Claudine – Mera naam Claudine hai (lê-se “mêra nam Claudine rê”)

Por favor – kirpaya

Licença – Zara hatiye (lê-se “zara ratiê”)

Ok – thik hai (“tiki rê), muito usado pelos indianos, que normalmente balançam a cabeça para os lados quando dizem ok!

Não falo hindi – Mujhe hindi nahi aati (lê-se “mujiê ríndi narrí áti”)




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Moeda - Índia

A moeda corrente na Índia é a rúpia (rupee) onde US$ 1,00 dólar equivale a INR 51.00 rupees no momento. Suas cédulas são as mais bonitas que já vi, todas com a imagem de Gandhi, coloridas e com ornamentos indianos.

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Índia, o país das cores e da buzina!

Cheguei em Delhi há 10 dias e mais uma vez, por um erro da Emirates, tive a sorte de ser colocada na Business Class. Depois de ter trabalhado tão duro no Quênia, eu e minha irmã realmente merecíamos! J
Ao contrário do aeroporto do Quênia, pequeno e antigo, fiquei surpresa com o aeroporto de Delhi, o qual é grande e moderno. Imaginei algo completamente diferente, lotado de indianos e milhares de crianças esperando pelos passageiros no lado de fora para carregar suas bagagens e ganhar um dinheirinho. Além disso, as avenidas ao redor do aeroporto são amplas, bem asfaltadas e bem arborizadas.
Até que finalmente chegamos ao centro antigo de Delhi! Aqui há uma divisão entre a parte nova de Delhi, chamada New Delhi, com prédios modernos, lojas de grife, restaurantes internacionais, etc e há a parte mais antiga, chamada Old Delhi, com casas e prédios mais velhos, ruas não asfaltadas, muitas vacas e porcos nas ruas.
O trânsito anda, mas é caótico. Os indianos dirigem muito mal e literalmente não sabem o significado da palavra retrovisor. Todos buzinam o tempo todo, por tudo e qualquer coisa. É extremamente irritante! Na estrada é possível ver caminhões com os dizeres: “Horn please” (Buzine, por favor) ou “Blow Horn” (que significa literalmente “Soque a buzina”). Simplesmente hilário!
Blow horn ("Soque a buzina)

Nas ruas, há muitos tuk tuks, um dos principais meios de transporte dos indianos. São triciclos motorizados com um tipo de cabine praticamente toda aberta. Alguns são bem coloridos e super decorados por dentro e por fora. A passagem é baratíssima, nunca atingindo mais do que INR 200 rupees, equivalente a US$ 4 dólares, independente da distância.

Tuk tuk
Além disso, há também os rickshaws, que são bicicletas com um tipo de carruagem puxadas por apenas um homem, que às vezes chega a carregar até 03 pessoas ao mesmo tempo. Morro de dó, pois a maioria são homens mais velhos. 
Rickshaw
Ao contrário do simpatiquíssimo  povo queniano, raramente é possível cumprimentar os indianos, com exceção das mulheres. Alguns homens mais velhos às vezes puxam assunto e nos perguntam de onde somos e o que estamos fazendo aqui na Índia. Em relação aos jovens, grande parte não tem estudo e pensam que as mulheres estrangeiras são exatamente como eles vêem nos filmes – mulheres fáceis e que gostam de mostrar o corpo com roupas decotadas. Claro que há exceções e já conheci muitos indianos inteligentes e que não pensam da mesma forma.
Tem feito um calor infernal por aqui. A casa onde estamos morando vive com os ventiladores ligados e ainda assim parece uma sauna! Devido ao calor e à falta de higiene em alguns lugares, há muitas moscas nas ruas!
Após 06 semanas tomando banho de gato no Quênia, finalmente estou tomando banho de chuveiro!  Era extremamente cansativo tomar banho de bacia. Por falar em água, muitos turistas ficam doentes na Índa. Mesmo no banho, sinto um gosto forte da água na minha boca. Me preocupo até mesmo com a água que tenho escovado os dentes. Mas até agora não tive nenhum problema. O importante é sempre comprar água engarrafada e nunca comer nada que não seja cozido ou frito. Saladas nem pensar!
Por falar em comer, estamos morando com uma tradicional família indiana, mas ao mesmo tempo moderna e sobre a qual falarei em um futuro post sobre Hospedagem. Sushma, a “mãe”, cozinha super bem e não tem exagerado na pimenta, pois sabe que não estamos acostumadas! Mas às vezes eu solto fogo pela boca! Tanto ela, quanto seu marido, Doutor Prabhat, nos pediram que evitemos comer na rua, caso contrário, podemos passar mal devido à grande falta de higiene e fortes temperos.
Acho que nem preciso mencionar que os indianos consideram as vacas sagradas, portanto não comem carne de vaca, sendo que muitos são vegetarianos. Há vacas por todos os lados e portanto, cheiro de esterco também. Inclusive, nas favelas, os indianos consertar os buracos nas paredes do lado de fora de suas casas, preenchendo-os com esterco, pois o mesmo endurece, se tornando uma camada dura e espessa.
Indiana fechando os buracos de sua casa com esterco
A propósito de curiosidade, os indianos consideram a vaca sagrada, pois Krishna, uma das principais divindades da Índia, tinha uma vaca como animal de estimação. Uma vez que os indianos cultuam divindades, claro que eles também cultuam seus respectivos animais! Portanto, toda vez que você ver uma divindade indiana com uma vaca, já sabe que se trata de Krishna!
Krishna e suas vacas de estimação
Além das vacas, há muitos porcos nas ruas também. São pretos, enormes e peludos. Por outro lado, no bairro onde estou morando, em Faridabah, há aproximadamente 40 km de Delhi, há muitas borboletas brancas e amarelas, embelezando as ruas empoeiradas e cheias de lixo.
O mais divertido é a famosa forma que os indianos balançam a cabeça para os lados, que não quer dizer nem sim, nem não! Além disso, eles também têm um outro hábito estranho. Eles têm mania de dar tapa nas cabeças uns dos outros, seja nas ruas, nas escolas e até mesmo nos desenhos animados.

Mas o que mais me encanta na Índia, são as cores. Tudo é muito vivo, muito colorido, em especial o saree, uma roupa feminina muito tradicional, constituída apenas por um longo pedaço de tecido que envolve o corpo todo. Mesmo em bairros mais pobres, as mulheres são incrivelmente vaidosas, sempre usando lindos sarees, diversas pulseiras, tornozeleiras em ambos os pés, piercings no nariz, além de mãos e pés decorados com henna.
Minha irmã, Trilok (vendedor indiano) e eu, vestidas com sarees
Sempre fui fascinada por esse país e estou adorando estar aqui. A Índia é exatamente como eu já esperava! Será um prazer ajudá-los como voluntária e conhecer sua cultura e seus hábitos.
Namaste!
P.S.: Namaste é um cumprimento muito utilizado pelos indianos, tanto para dizer "oi" ou "tchau" e demonstra grande respeito pelo próximo.