quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Mahalaxmi Ghat, lavanderia ao ar livre

Cansada(o) de lavar roupa mesmo contando com a comodidade de sua máquina de lavar? Talvez você mude de ideia ao saber que na Índia há milhares de pessoas que trabalham por mais de doze horas lavando roupas em tanques de cimento e a céu aberto.

Tive a oportunidade de conhecer um Dhobi Ghat em Mumbai, termo usado em toda a Índia para se referir a um lugar onde muitos “lavadores” trabalham juntos. Dhobi é também a denominação de uma casta, justamente a casta de pessoas que trabalham lavando roupas.

Atualmente há na Índia mais de três mil castas, que são divisões criadas pela sociedade através da hereditariedade. Ou seja, se você nasce em uma família que lava roupas, você será um “lavador” também. Se você nasce em uma família que possui uma confeitaria, você fará parte da casta de confeiteiros e assim por diante.

O Dhobi Ghat que visitei se chama Mahalaxmi Ghat, existente há cento e quarenta anos, em meio a contrastantes prédios modernos e favelas. 

Mahalaxmi Ghat, lavanderia ao ar livre
O local conta com setecentos tanques e aproximadamente cinco mil funcionários que se revezam trabalhando noite e dia para lavar as roupas principalmente de hotéis e hospitais.

Tanques para lavar roupa
Os “dhobis” costumam lavar quase 150 roupas diariamente, lucrando Rs 4 rúpias por peça, que ao final do dia totaliza em Rs 700 rúpias (US$ 14 dólares). O governo fornece a água, mas os produtos de limpeza ficam por conta dos “lavadores”. Sendo assim, o pouco que ganham em um dia, acaba se reduzindo ainda mais.

Dhobis estendendo as roupas
Para chegar ao local, basta pegar o trem e descer na própria estação Mahalaxmi. A melhor forma de ver a “lavanderia” é da ponte, logo na saída da estação. Por não saber que era tão fácil chegar ali, fui de táxi. O motorista nos deixou no meio da ponte, em um local que ele não deveria parar e onde nós não deveríamos descer.

Se prepare para ser “atacado” por vendedores indianos ambulantes, que ficam na ponte justamente à espera dos turistas. Eles também tentarão ganhar um trocado tentando bancar um guia. Aliás, todas as informações que obtive acima, me foram dadas por uma vendedora e moradora da região, que ganhou uma gorjeta merecida.

Outros tentarão te arrastar para andar pelo ghat, mas saiba que nada é de graça. Para entrar no local é necessário pagar. Não me recordo o valor agora, mas cobram caro! Se preferir, você pode pagar por um tour. Porém, não acho que valha a pena. Da ponte é possível ver tudo perfeitamente.

Koyla Ethnic Cuisine

À noite, para comemorar o “pós-Natal”, eu e minha irmã fomos jantar em um restaurante chamado Koyla, também a céu aberto, na cobertura de um prédio velho, que dá até medo de subir pelo elevador. Mas valeu muito a pena, pois o lugar é super charmoso e eu não poderia deixar de recomendá-lo.

Tendas de madeira com tecidos amarrados nas laterais, luminárias indianas e coloridas e chão de areia, dão ao restaurante um clima bem praiano e descontraído.

Eu e minha irmã no restaurante Koyla
E se ainda quiser indicação de um prato, eu recomendo o Malai Kofta, que são bolinhos vegetarianos recheados com queijo cottage com algum molho tipicamente indiano, cheio de deliciosas especiarias. Como acompanhamento, você pode até pedir arroz, mas estando na Índia, sugiro o chapati (similar ao pão sírio), para ir mergulhando no molho. O único inconveniente do restaurante é que não servem bebida alcoólica.





2 comentários:

  1. Oi Claudine,

    Meu nome é Naime e eu vou ser voluntária no Quênia, e gostaria de saber se vc pode me dar mais dicas, eu também sou de são paulo, talvez agente pudesse se conhecer e vc me contar mais sobre a sua experiência.

    Obrigada,
    Naime

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  2. Oi Naime,

    Fico super feliz quando fico sabendo que alguém quer fazer trabalho voluntário, especialmente no Quênia, um lugar que tanto precisa!

    Em primeiro lugar, vc precisa pesquisar uma ONG, verificar os preços e ler os comentários de outros voluntários.

    No Quênia trabalhei na NVS (Network for Voluntary Services) através da IVHQ (International Volunteers Headquarters). Vc pode ler mais neste link: http://diariodebordodaclau.blogspot.com.br/2012/06/trabalho-voluntario.html

    Neste mesmo link, não deixe de ler os comentários que fiz para a leitora Haialla com várias dicas bacanas.

    Se vc preferir, pode tentar ir diretamente pela NVS (ONG no Quênia):
    http://diariodebordodaclau.blogspot.com.br/2012/08/dia-de-orientacao-com-ong-network-for.html

    Trabalhei em Nairobi, na região de Rongai, em um orfanato chamado Light Orphanage Centre. Foi minha melhor experiência durante a viagem. Aqui vc pode ver o que fiz no orfanato: http://diariodebordodaclau.blogspot.com.br/2012/09/mudancas-no-orfanato.html

    Se vc decidir trabalhar para esta ONG, recomendo a família do pastor Wangure. No link abaixo vc pode ver uma foto da família. Eles são pessoas maravilhosas e a casa é bem confortável. Só observando que há falta de água e eu tomei banho por 1 mês e meio de canequinha. Mas valeu muito a pena a experiência: http://diariodebordodaclau.blogspot.com.br/2012/08/hospedagem-nairobi-quenia.html

    Acho que pra começar, essas informações te ajudarão bastante. Tenho tudo documentado no blog, mas se vc não achar alguma informação, fique a vontade pra me perguntar e eu te encaminho os links ok!

    Podemos marcar um café um dia desses!

    Abraços,
    Claudine

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